quarta-feira, 6 de julho de 2011

EU QUERO RESTITUIÇÃO!


- Texto do Stênio Marcius

 Demorei... relutei por anos e até falei mal, mas finalmente a luz me atingiu e atravessou meu peito como flecha.

Hoje quero que todo mundo fique sabendo, homens, anjos e potestades, que abracei a teologia da restituição.

Sim, amigos, por mais estranho que pareça, existe sim, a teologia da restituição, e, pela Graça de Deus, fui conduzido a ela hoje pela manhã. Olhei para o meu passado, para os dias em que os campos de minha vida foram devorados e chorei diante da desolação. Vi que não só meus campos foram dizimados, mas também os campos dos que estavam sob minha responsabilidade.

Tudo aconteceu assim: nos dias em que um verme como eu levantou a voz ao Altíssimo e quis romper Seus laços de amor e sacudir Suas algemas de Graça ( Sl 2:3), sim, foi nesses dias que o céu claro e azul de repente enegreceu com o mais terrível e numeroso exército de gafanhotos chamados: meus pecados.

Hoje quero restituição!

Por isso fui até o Senhor meu Deus e Lhe disse: "Pai de amor, restitui para Ti mesmo toda a glória que minha vida deixou de Te dar em tempos passados! Amorosa foi a Tua disciplina para comigo, e eu mesmo me danei fugindo de Tua santa presença. Mas quem pode restituir a glória de Ti roubada? Pai Santo, se um dia pra Ti é como mil anos e mil anos como um dia, toma de volta o que Teu e faze que nos dias que me restam toda a Tua glória seja reivindicada de minha vida pobre!"

E viva a Teologia da Restituição!

Eu quero de volta o que é Teu!

  
***

“Eu quero de volta o que é meu!” – dizem aos gritos os adeptos da original teologia da restituição. Mas o que é seu? – me pergunto. Quem é o que fala que acha que tem algum direito a reivindicar? E que acha que o Universo ou Deus deve lhe restituir? É, por acaso, Justiça, o que pedem? Se não, então o quê? Se sim, como alguém que se saiba pecador, pode pedir por Justiça? Como, sem se incriminar? De fato, a consciência do justificado vai em outra direção: de imerecedores, sem direito algum, mas agraciados. Na verdade: o direito, ou a lei, lhe era contrário. O seu clamor é por misericórdia. Eles não têm nada a reivindicar. 

Esse grito “Eu quero de volta o que é meu!”, em quase todas as suas conotações, é o grito de quem acha ter algum direito, ou seja, de quem não se sabe pecador, isto é, devedor. Não discerniu a graça, nem a bem-aventurança do reino: que é ter o tesouro, isto é, o coração, em outra direção:

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo"
E mais:
"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus".

Este sim, é, não o nosso direito, mas o dom de Deus. E essa é a condição: devedores, perdoados e agraciados. Nunca credor de graça alguma, de bênção alguma, de direito algum.

Eric Brito

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