sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sobre o Autor deste Blog



Hoje li o Frederick Buechner falar em "homens de pés de barro" e acho que esse chinelo me caiu bem.

Já fui herói, ou achei que era. Hoje sou fraco.

O Carlos Moreira captou quando escreveu: "Quem me vê sorrindo, não conhece os meus dramas; quem me vê sonhando, não discerne as minhas limitações; quem me vê chorando, não entende os meus motivos; quem me vê sofrendo, não compreende as minhas razões".

Tenho segredos e minha alma ainda não saiu de trás da Figueira. 

Por vezes me escondo, mas a direção do céu é a da nudez.

Tenho muitas vestes. Troco-as enquanto estou a caminho.

A vida está na praça, mas minha alma é um aposento íntimo, de porta fechada.

Tenhos pés confusos: o ser dividido em caminhos que se opõem.

Tenho um lado esquerdo.

Tenho igualmente um "lado" do meio.

Eu sou muitos! Muitos poderiam ser os meus nomes!

Sou umas cem razões para Amor não me amar.

Com tantas razões para não ser amado,

Amado, só seria, por um Amor sem razões.
 
E amo - como não amaria um amor sem razões?

Tenho um Amor: e fora dele, deixou de haver absolutos.

Sou um trilha-dor: tenho pés cansados.

Calçados, contudo, com as sandálias do Evangelho da Paz.

Evangelho que me calça a alma,

E me lava a sujeira dos meus maus caminhos,

E me ensina o compasso.

Tenho danças de Fé e um Convite para Festa.

Não tenho ritmo, mas sou amigo do Noivo.

Sou pesado: e busco leveza me curvando.

Sou carente: tenho falta, embora tenha pão.

Tenho desejos, mas me iludo fácil.

Tenho sedes reais, mas a água não me sacia.

Rip Chip seria, possivelmente, um dos meus nomes.

Tenho louvores na direção do Além Mar.

Um louvor prórprio, só meu.

Tenho chaves exclusivas.

E sou, eu mesmo, uma fechadura que chave alguma ainda pôde abrir.

Tenho saudades e retrovisores.

Sou aventureiro, mas tenho Esconderijo.

Sou um peregrino, mas tenho endereço.

Me batizo sempre que vou ao mar.

Sou um pescador, mas o Peixe que estou atrás,

É como àquele de uma das histórias de Xicó:

Ele que me pescou.

Sou um pescador que foi pescado.

Um explorador que foi achado.

Estou na Rede, é dela que escrevo.

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