domingo, 4 de dezembro de 2011

Valeu à pena, isto é: faria tudo de novo?





Em O Paraíso Perdido, Jonh Milton retrata Adão assistindo a uma pré-estréia de toda a história futura. No final, ele levanta a cabeça com culpa e desespero e canta:


Ó bondade infinita, ó bondade imensa,
Que todo este bem do mal produzirá
E o mal se torna bem, mais maravilhoso
Do que aquele que a primeira criação realizou
Quando a luz dentre as trevas extraíste!
Não sei se me desonre ou se me ufane
Do meu pecado, ao ver que dele surge
Mais glória para Deus e o bem dos homens, —
Ao ver que ele mostrou no Onipotente
Dos homens em favor bondade suma,
E a graça muito superando as iras.

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