quinta-feira, 2 de maio de 2013

Por que não participo de marchas homofóbicas?






Por que não participo de marchas homofóbicas?*
Juan Stam
26/07/2008

Uma tradução parafraseada – Eric Brito Cunha

Ah, me perdoe! Cometi um equívoco. Não seria “marcha homofóbica”, mas “UMA GRANDE MARCHA PELA PROTEÇÃO DO MATRIMÔNIO, DA FAMÍLIA E DA PAZ SOCIAL”. Repete-se com freqüência, “uma marcha de amor”. Mas o tom é de hostilidade. E nenhum homossexual, contra os quais se opõem, se sente amado.

Quero deixar claro que SOU UM EVANGÉLICO de firmes convicções e creio sem reservas na inspiração divina das escrituras, inclusive os textos sobre a homossexualidade. Mas o problema bíblico e ético é muito mais complexo que o uso simplista de textos-prova fora de contexto. De fato, É CONTRADITÓRIO que a comunidade evangélica apele a textos bíblicos QUANDO LHE CONVÊM, mas por sua vez segue cada vento de falsa doutrina sem o menor critério bíblico (dinheiro, extorsão, apóstolos, barganhas e méritos, falsas profecias, manipulação constante das escrituras). FAZEM ALARDE DE DEFENDER A MORALIDADE SEXUAL, MAS DEVEM CORRIGIR PRIMEIRO OS PROBLEMAS MORAIS DENTRO DA MESMA IGREJA.

Melhor nos corresponderia um ato massivo de arrependimento por não sermos fiéis ao evangelho e a missão profética da igreja (no verdadeiro sentido bíblico de “profecia”).

Na marcha se exibe, sem o menor pudor, toda a banalização do evangelho que vem ocorrendo nas últimas décadas. A repetição de fórmulas vazias, a gritos, tão superficiais como barulhentas, parecendo muito a “vã repetição” que Jesus denunciou. Na marcha não há lugar para algo um pouco mais sério como uma exposição bíblica ou um esclarecimento sensato do tema da homossexualidade. Abundam as palhaçadas: Movam as mãos, dêem uma volta para marcar território contra os demônios”, etc, etc. Isso não é aprazível a Deus; é uma frivolidade absurda e irreverente. Do princípio ao fim, a marcha dá péssimo testemunho do evangelho.

Seria mais responsável e mais edificante organizar uma séria de palestras sobre o tema da homossexualidade, desde a perspectiva bíblica, teológica, ética, genética e social. O correto seria convidar conferencistas de diferentes pontos de vistas para ajudar ao povo a amadurecer. Mas a comunidade evangélica escolheu um método politiqueiro, nada apropriado para o tema nem para o bom testemunho da igreja.


***

É CONTRADITÓRIO porque o dinheirista ostentador como Silas Malafaia seja – “o” evangélico brasileiro do século.

É CONTRADITÓRIO porque não param os escândalos matizados pelas igrejas de mídia – IURD, Internacional da Graça, Mundial, Renascer, Sara Nossa Terra, etc.

É CONTRADITÓRIO que Marco Feliciano, o “Daniel na Babilônia”, seja o teólogo “doutor em divindade” 

O MESMO, MULTI-SECULAR ALARDE DA “DEFESA” MORALIDADE SEXUAL. 

A MESMA, multi-secular, demagogia e hipocrisia – que côa mosquitos e engole CAMELOS.

Tolera-se apóstolos, paipóstolos, patriarcas, pastor-rei e chove juntamente com bênçãos campanhas de barganhas, com dia e hora do milagre, e, principalmente “o cara do milagre”. 

É CONTRADITÓRIO, PORQUE POR ESSAS E MUITO, MUITO MAIS, MOSTRAMOS NOSSA INFIDELIDADE. 

E, FINALMENTE, ESSA ÊNFASE É CONTRADITÓRIA PORQUE ESSE ALVO NÃO REFLETE AS ORDENS DE IMPORTÂNCIA DO EVANGELHO: tanto quanto Edir Macedo não é mais moral porque é contra o homossexualismo.

Em outras palavras, quando não há um problema exegético, há problema com a ênfase. Palavras do mesmo Juan Stam em outro artigo:

“É importante observar que todas as passagens do Novo Testamento que mencionam a homossexualidade, condenam, em termos iguais, muitas outras condutas, especialmente a avareza, a calúnia e a inveja. E se o amor de Deus ao próximo são os maiores mandamentos de Deus, então não amar é o maior de todos os pecados”.

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