domingo, 13 de abril de 2014

Amor



 

 Amor

 George Hebert

O Amor me acolheu, mas minha alma retrocedeu,
culpada de pó e de pecado.
Mas, clarividente, o Amor, vendo-me hesitar
desde meu primeiro passo,
aproximou-se de mim, com doçura, perguntando-me
se alguma coisa me faltava.
“Um convidado” – respondi- “digno de estar aqui”.
O Amor disse: “Tu serás o convidado”.
“Eu? mau, ingrato? AH! meu amado,
não posso olhar para ti”.
O Amor me tomou pela mão e, sorrindo, respondeu:
“Quem fez esses olhos, senão eu?”.
“É verdade, Senhor, mas eu os manchei;
que a minha vergonha vá para onde merece”.
“E não sabe”, disse o Amor, “Quem foi que assumiu a crítica sobre si?”.
“Meu Amado, agora servirei”.
“É necessário que te sentes”, disse o Amor, “e saboreies minha comida”.
Então sentei-me e comi.

Retirado do site: imaginariopoetico

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